quarta-feira, 30 de novembro de 2011



Antes eu achava que todo mundo era meu amigo. Um dia, depois de muito sentir um gosto amargo e horrível na boca, descobri que muita gente queria me ferrar. Sim, as pessoas querem (e vão, me desculpa, mas vão) te ferrar. Tem amigo que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso. Tem amigo que não gosta de ver que o teu relacionamento está dando certo. Tem parente que sente um ciúme trouxa. Tem gente que não sabe o que é gostar. Tem gente que não respeita nada. Acredito no seguinte: o olho das pessoas que gostam de você sempre vai brilhar quando alguma coisa boa te acontece. Se ele não brilha, meu amigo, “há algo errado no paraíso’.
 
 
Obs: Escolhi esta foto pq ninguém
aê é meu "amigo",somos meros conhecidos...(a foto é só ilustração,nada pessoal)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

               
                    Recuse minha incapacidade de me achar amada e me ame.

Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.

sábado, 12 de novembro de 2011


             Começar  bem o meu dia de hj...com uma voz negra,um som negro..

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

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"Amar-te é como a morte. Amar-te é como uma tentativa de suicídio, como um mergulho no abismo, como um abraço ao escuro. Amar-te é como um tiro nos sentimentos, queimando-os até destruí-los totalmente. Amar-te é como um sequestro que me prende somente dentro de ti. É como ser dominada por todas tuas palavras, teus encantos, teus abraços demorados e teus beijos românticos. Amar-te é como lutar por uma doença terminal; tentar combater, mas saber que no final, é você quem ganhará. Amar-te é como cortar cada parte do meu corpo. É como rasgar a minha pele com a mais afiada faca, perfurando até a minha alma. É sofrer por escolha própria. É ver o meu sangue escorrendo e não poder fazer nada além de esperar coagular. É como ver os meus sentimentos desmoronando juntamente a mim e ter que esperar passar.
Amar-te é a morte. E eu escolho morrer." -Abismo do amor, Amar-te. A morte.



-Quem dera eu pudesse descordar...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011



Acredito que você não entenda a minha necessidade de esclarecer as coisas. Sempre fui de querer tudo bem definido, mas você veio para atrapalhar mais uma das minhas mania. Você era a mais perfeita indefinição na minha vida e me peguei gostando disso e não consigo largar de mão. Gostei tanto que fiquei. E fui ficando. A bagunça fez parte de nós do início ao fim. Provando isso, o nosso fim foi tão bagunçado que até hoje ele não se define. Essa é uma das coisas que gosto de não ter definida. Porque o dia em que o nosso fim virar certeiro na minha cabeça, o coração certamente sentirá os efeitos.
Acho que o fato de ser só é inevitável, independe de fatos externos. Há pessoas que nascem para serem sós a vida inteira. Eu, por exemplo. Acho que mesmo que um dia case e tenha uns dez filhos (coisa que não me atrai nem um pouco, diga-se de passagem), ou mesmo que consiga encontrar a amizade que sonho — e de cuja existência a cada dia mais e mais duvido — acho que mesmo que aconteçam essas coisas, continuarei só. Claro que há a minha própria companhia, este diário, o livro que leio, as drogas que escrevo de vez em quando — mas tudo como que circunscrito a um círculo completamente fechado. Frequentemente me assusto, pensando que a vida vai acabar sem que eu encontre um grande amor ou uma grande amizade, ou mesmo uma grande vocação que justifique esse isolamento. Mas nada posso fazer, estas coisas acontecem sem que a gente a procure. O melhor a fazer é deixar “lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta, com cada coisa em seu lugar”, como disse o poeta. E mesmo assim, talvez eu continue a fazer as refeições sozinho durante toda a vida. (Caio Fernando Abreu, Limite Branco)